Cervicalgia é o nome comum às dores na coluna cervical, tendo por causa diferentes fatores tensionais, musculares, mecânicos, ou devido à compressão nervosa. Na maioria das vezes, o problema regride naturalmente ou com uso de analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares, bolsas de gelo ou de água quente, além da diminuição do esforço diário.

Quais as causas das dores na cervical?

A dor na cervical é mais comum em pessoas com 45 anos ou mais, podendo ter diferentes motivos como uma posição errada ao dormir, tensão e estresse do cotidiano, contração muscular do pescoço ao levantar muito peso, má postura no trabalho, inflamação, infecção e até por períodos prolongados do uso de celular.

Quais os sintomas da cervicalgia e complicações de dores na cervical?

A coluna cervical abriga a porção superior do sistema nervoso central, bem como, dos nervos periféricos responsáveis por trasmitirem as mensagens do cérebro para as demais estruturas, incluindo os membros superiores como nuca e pescoço. Quando não regride, o problema pode apresentar sintomas mais graves, tais como dor de cabeça, náuseas ou tonturas.

Situações de complicação da coluna cervical podem envolver compressão nervosa e causar febre, tontura, formigamento, calafrios, tremores, dormência, perda de força nos ombros, dedos ou dor cervical irradiando para o braço nos casos de cervicobraquialgia. Quando a dor é lancinante ou irradiada, pode prejudicar a mobilidade e indicar um caso de artrose na cervical, artrite, hérnia de disco, bico de papagaio ou espondilose na cervical, quando há estreitamento do canal cervical e compressão nervosa.

Alterações estruturais como cifose e lordose também podem gerar dor na cervical, mas tendem a regredir com medicamentos e fisioterapia.

Como é o tratamento para cervicalgia?

Em casos de complicação com compressão nervosa, o tratamento da cervicalgia pode demandar terapias alternativas para alongamento, fortalecimento muscular e correção da postura, como reequilíbrio da coluna (RCV), reeducação postural (RPG) ou pilates.

Para auxiliar no diagnóstico e tratamento, por vezes, recorre-se a médicos de diferentes especialidades como reumatologia, fisiatria ou neurologia. Quando a dor na cervical não regride por meio dos tratamentos convencionais, especula-se a intervenção cirúrgica.

Uma intervenção invasiva é considerada de urgência, ou seja, quando há dificuldade para realização de atividades de rotina ou quando ocorrem problemas de visão, audição, deglutição, diminuição do apetite ou perda de peso sem motivo aparente.

mulher deitada de lado recebe massagem durante fisioterapia para tratamento da cervicalgia

Como é o procedimento ciúrgico para cervicalgia?

A necessidade e viabilidade de uma cirurgia da coluna cervical precisa, necessariamente, ser avaliada na consulta presencial pelo médico neurocirurgião ou ortopedista. Ambas especialidades estão aptas a realizar a cirurgia na cervical. Nos casos de compressão nervosa, o médico mais procurado costuma ser o neurocirurgião, já que possui especialização na estrutura e funcionamento do sistema nervoso central e periférico.

Na consulta presencial o médico irá avaliar a fluidez dos movimentos e a localização dos focos de dor. Para um diagnóstico preciso o médico irá solicitar exames de imagem, de modo a identificar a origem da dor e a melhor visualização das estruturas internas. Com os exames em mãos, o neurocirurgião poderá definir se é possível a realização de uma cirurgia minimamente invasiva, de rápida recuperação, e definir um tratamento personalizado, o que poderá incluir desde a simples retirada de uma hérnia de disco até a utilização de prótese para correção de um escorregamento de vértebra.

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Dr. Rodrigo Cadore Mafaldo
CRM: 30475  RQE: 25595

Realizou residência médica em neurocirurgia no Hospital Santa Monica, GO.
Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva do Crânio pela Universidade de Ohio nos Estados Unidos da América.
Estudou Técnicas Avançadas de Neurocirurgia na Universidade de Tübingen na Alemanha