CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA DA BASE DO CRÂNIO

A glândula hipofisária corresponde ao tamanho de uma ervilha e tem localização profunda em relação as estruturas cerebrais, como se estivesse “bem no meio” do cérebro.

O seu pequeno tamanho é inversamente proporcional à sua importância ao organismo. Produtora de diversos hormônios, a sua disfunção leva à inúmeros problemas endócrinos como: diminuição da libido, alteração no crescimento, alteração nas mamas (saída de leite, mesmo sem ter tido filho) e alterações mentruais. Muitas vezes, tais problemas endócrinos supracitados, podem ser decorrentes de um tumor de hipófise.

Os microadenomas, lesões da hipófise menores que 1 cm, geralmente são tratados de maneira conservadora, ou seja, somente tratamento medicamentoso ou acompanhamento por imagem da lesão.

Os macroadenomas, tumores maiores que 1 cm, podem se manifestar com dor de cabeça persistente e de longa data, hidrocefalia, compressão de nervos cranianos (o mais comum, o nervo da visão e alteração visual periférica). Nessas circunstâncias a cirurgia se faz necessária.

A cirurgia da hipófise passou por modificações ao longo dos anos. Faziam-se craniotomias (abertura do crânio) para o tratamento dessa patologia, geralmente com grandes incisões na pele e necessidade de retração cerebral. Ainda hoje essa abordagem as vezes é necessária, porém o método que mais se popularizou foi com o uso do microscópio.

A hipófise é acessada pelo nariz, ou sublabial utilizando espéculos nasais para se criar uma via de acesso até a hipófise. Mesmo com esse procedimento, o paciente ainda apresentava uma longa internação, maior chance de sinéquias (aderências no nariz, que podem levar a uma dificuldade para respirar), desconforto com uso de tampão nasal e uma alta chance de retorno da lesão devido a uma ressecção incompleta .

uso do endoscópio para hipofiseAtualmente, mais um passo foi dado com a união de neurocirurgiões e otorrinolaringologistas, chegou-se aos procedimentos minimamente invasivos para o tratamento da hipófise. Com o auxílio de microcâmeras de alta definição e usando orifícios naturais, como o nariz, têm-se uma perfeita vizualização da glândula hipofisária em seus vários ângulos.

Dessa maneira, consegue-se diferenciar, com precisão, o que é glândula saudável do que é tumor e alcançar um alto grau de retirada do tumor, diminuindo o risco de retorno da lesão, sangramento nasal, uso de tampões nasais e reduzindo também os dias de internação hospitalar.

 


foto 3x4 do neurocirurgiao rodrigo mafaldo

Dr. Rodrigo Cadore Mafaldo
CRM: 30475  RQE: 25595

Realizou residência médica em neurocirurgia no Hospital Santa Monica, GO.
Fellowship Minimally Invasive Cranial Surgery, em Ohio State University, USA.
Advanced Technics Young Neurosurgeon – Tübingen University Germany