O glioblastoma é o tipo mais comum de tumor cerebral maligno. O problema ocorre nas células da neuróglia, estrutura responsável pela sustenação do sistema nervoso, chegando a ocupar metade do volume do tecido nervoso. A incidência do glioblastoma é mais comum em adultos entre 50 e 70 anos. O tumor é classificado como um tumor multiforme, de modo que o glioblastoma pode se apresentar de diversas formas. De acordo com a classificação da Organização Mundial de Saúde, trata-se de um tumor de grau IV, extremamente agressivo, com crescimento muito rápido e alto grau de letalidade.

Quais os sintomas do Glioblastoma?

Partes dos sintomas dos pacientes que sofrem com Glioblastoma vêm da pressão que o tumor cria contra as estruturas vizinhas no cérebro. Os mais comuns são dores de cabeça, principalmente pela manhã. Tambem são sintomas convulsões, déficits neurológicos, como perda de memória, dificuldade de concentração, dificuldade na fala, preda do equilíbrio e visão, náuseas e vômitos.

Como se dá o diagnóstico do Glioblastoma?

As primeiras suspeitas da existência do Glioblastoma surgem durante o exame físico do paciente, bem como, uma análise do histórico clínico do mesmo. A análise dos sintomas também é extremamente importante para chegar ao diagnóstico.

Para confirmar o quadro, devem ser realizados exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética. Assim, é possível visualizar o tumor e a área onde está alojado.

Como é o tratamento para Glioblastoma?

O tratamento do Glioblastoma é bastante delicado, já que na maioria dos casos, o tumor está alojado em um local de difícil acesso. Infelizmente, a  retirada parcial da lesão não é eficiente porque seu crescimento é extremamente rápido, havendo a possibilidade de voltar ao tamanho original em menos de um mês.

A melhor opção para o tratamento do Glioblastoma seria a cirurgia, combinada com quimioterapia e radioterapia, de maneira a impedir que o tumor volte a crescer. A cirurgia é utilizada para reduzir ao máximo o volume do tumor, sem prejudicar ou danificar estruturas vitais do cérebro.

A radioterapia é usada para destruir as células residuais do tumor, na tentativa de diminuir ou impedir o seu crescimento. A quimioterapia também é aplicada para evitar a recorrência do tumor, matando as células cancerosas ou impedindo sua propagação. A quimioterapia pode ser administrada logo após o diagnóstico, antes da terapia inicial ou após a terapia inicial, como uma segunda forma de tratamento.


foto 3x4 do neurocirurgiao rodrigo mafaldo

Dr. Rodrigo Cadore Mafaldo
CRM: 30475  RQE: 25595

Realizou residência médica em neurocirurgia no Hospital Santa Monica, GO.
Fellowship Minimally Invasive Cranial Surgery, em Ohio State University, USA.
Advanced Technics Young Neurosurgeon – Tübingen University Germany

 

 


Dr. Gustavo Rassier Isolan
CRM: 28493 RQE: 16501

Possui graduação em Medicina pela Universidade Católica de Pelotas (1998), mestrado em Princípios da Cirurgia pela Faculdade Evangélica do Paraná (Defesa de tese em Gliomas – 2003) e doutorado em Medicina (Defesa de tese em Gliomas – Clínica Cirúrgica) pela Universidade Federal do Paraná (2005).