desenho de figura masculina curvado para frente com a mão nas costas devido a dor da hérnia de disco, um bom candidato para cirurgia

A hérnia de disco é o desgaste do disco intervertebral associado ao rompimento do anel fibroso que o envolve. Nessa condição, ocorre a compressão nervosa e atrito entre as vértebras. Na maioria das vezes, o problema tem início na região lombar, provocando alteração na curvatura e posicionamento da coluna, podendo levar ao desgaste dos discos cervicais próximos a medula espinhal.

Quais os principais sintomas da hérnia de disco?

Os sintomas da hérnia de disco vão de moderados, onde alguns pacientes insistem em conviver com eles; até quase insuportáveis, impedindo que o paciente possa realizar quaisquer atividades do dia-a-dia. Os mais evidentes são surgem como dores nas costas por mais de três meses; dores durante a noite e ao acordar; dificuldade para sentar com a coluna reta por mais de 10 minutos; e dificuldades para se locomover ou levantar algum objeto.

Sintomas como dormência ou perda de sensibilidade no corpo, perda de força muscular e lentidão nos reflexos, podem servir como indicação do desenvolvimento da hérnia de disco.

Geralmente, ao incidir na coluna lombar, a hérnia de disco leva a dores agudas na perna, quadris ou nádegas, bem como, dormência na panturrilha ou planta do pé. Na hérnia na cervical, no entanto, as dores ocorrem nos braços, pescoço e, por vezes, pode causar dormência nos ombros e cotovelos.

Ilustração do rompimento do anel fibroso e formação da Hérnia de Disco

Exame físico detalhado composto por exames de imagem e uma análise do histórico clínico do paciente deve ser solicitados, tais como tomografia computadorizada e ressonância magnética. Uma radiografia também pode ser feita, mas apenas para excluir outros diagnósticos.

Quais as causas da hérnia de disco?

As causas da hérnia de disco podem estar relacionadas à má postura, excesso de esforço físico em esportes ou no trabalho, atividades que gerem impacto brusco com o chão, sedentarismo e falta de músculos para sustentação da coluna, movimentos bruscos e repetitivos de inclinação e rotação do tronco, não flexionar os joelhos ao se abaixar para levantar objetos do chão e manipulação de objetos excessivamente pesados.

O tratamento geralmente envolve remédios e fisioterapia. A cirurgia pode ser indicada quando a dor permanece ou se agrava.

Como é o tratamento para Hérnia de Disco?

O uso de analgésicos e anti-inflamatórios é a primeira opção para tratar a hérnia de disco e normalmente se apresenta eficiente. Sessões de fisioterapia também são utilizadas para curar a hérnia, juntamente com bastante repouso por parte do paciente. Exercícios físicos também podem ajudar a fortalecer a musculatura na região da coluna lombar ou cervical, reduzir a pressão sobre os discos e aliviar a dor. Em casos sem melhoria com tratamento clínico ou em que há piora dos sintomas neurológicos, pode ser indicada a realização de cirurgia.

Técnicas invasivas também são indicadas nos casos de “Síndrome da cauda equina”, quando um ou mais discos intervertebrais pressionam o aglomerado de nervos que se estende entre o fim da coluna e a bacia, o que pode causar comprometimento permanente das funções uroginecológicas.

Como é a cirurgia de hérnia de disco?

A cirurgia de hérnia de disco tem como principal objetivo retirar a compressão das raízes nervosas, melhorando a dor e a função do membro afetado. O procedimento pode ser realizado pelo método tradicional, quando a anestesia geral é aplicada e um corte amplo é feito próximo a lesão para retirada parcial ou completa do disco intervertebral danificado. Neste caso as vértebras podem ser unidas com parafusos ou um disco artificial ocupará o espaço entre elas. A média de duração da cirurgia é de duas horas, sendo necessária internação de cinco dias seguida de duas semanas de repouso para recuperação em casa. Durante esse período é indicado fazer leves caminhadas no corredor do hospital ou na própria residência, sem esforço e atividade física.

Entre as opção minimamente invasivas está a cirurgia de hérnia de disco por via endoscópica, por exemplo, que é realizada com anestesia local e sedação através de uma incisão de no máximo um centímetro e possibilidade de alta no mesmo dia. No entanto, algumas características da doença na coluna, como calcificação e fibrose podem ser impeditivos. Além disso, o próprio paciente pode apresentar características particulares que não permitam a realização de qualquer tipo de cirurgia. Por isso é importante uma avaliação criteriosa do médico antes de decidir.

 

ilustração da técnica de aspiração no núcleo em cirurgia minimamente invasiva da hérnia de disco

 

Nos casos de hérnias protrusas ou contidas é possível realizar a nucleotomia, quando o conteúdo do disco poderá ser extraído através de uma sonda introduzida por agulha que aspira o núcleo cartilaginoso aliviando a compressão sobre a raiz nervosa.

As cirurgias minimamente invasivas demandam internação máxima de 48 horas, mais 10 dias de repouso em casa para recuperação.

Microcirurgia: com a ajuda de um microscópio cirúrgico o médico avança através de uma abertura de oito milímetros para remover o disco afetado e cauterizar os nervos próximos. A função dos microscópios cirúrgicos é permitir a melhor visualização proporcionando iluminação e ampliação das estruturas internas para um procedimento mais preciso e eficaz.

Rizotomias por radiofrequência: cauterização nervosa das articulações da coluna através de agulhas, promovendo o bloqueio da dor com preservação da porção do nervo responsável pela sensibilidade e pela força. O procedimento pode ser realizado por ondas de radiofrequência convencional, que geram a lesão térmica dos nervos ou por radiofrequência pulsada que modula as sinapses nervosas. A técnica é recomendada quando a estrutura responsável por causar dores nas costas do paciente foi bem identificada nas tentativas de bloqueio diagnóstico e terapêutico por infiltração.

A definição do método mais adequado de cirurgia da hérnia de disco depende de consulta médica presencial com o neurocirurgião para avaliar o histórico clínico e os aspectos físicos do paciente, incluindo exames anteriores, tratamentos já realizados e testes motores.

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foto 3x4 do neurocirurgiao rodrigo mafaldo

Dr. Rodrigo Cadore Mafaldo
CRM: 30475  RQE: 25595

Realizou residência médica em neurocirurgia no Hospital Santa Monica, GO.
Fellowship Minimally Invasive Cranial Surgery, em Ohio State University, USA.
Advanced Technics Young Neurosurgeon – Tübingen University Germany