médico da coluna utiliza uma representação em gesso da coluna para apontar o problema em consulta presencial

Médico da coluna é o profissional responsável por avaliar, diagnosticar e tratar a dor na coluna.

Quando sentimos dor na coluna o indicado é procurar um médico ortopedista. Durante a consulta o profissional fará a avaliação do aspecto físico e histórico clínico do paciente e caso necessário poderá pedir exames de imagem como radiografia, ressonância magnética ou tomografia. Após avaliar os exames o médico definirá o diagnóstico e indicará o tratamento que poderá envolver desde analgésicos e anti-inflamatórios até cirurgia, passando por fisioterapia, exercícios físicos para reforço da musculatura, pilates, reeducação postural (RPG), quiropraxia e reequilíbrio da coluna (RCV).

De acordo com o diagnóstico o ortopedista poderá encaminhar você para outro especialista como reumatologista, para tratamento de inflamação nas costas; fisiatra, para reabilitação dos movimentos; neurologista, para tratamento de compressão nervosa ou até mesmo um neurocirurgião especialista em coluna, se houver indicação de cirurgia. A cirurgia só é indicada em último caso e também pode ser realizada pelo ortopedista, caso ele possua essa especialidade. Contudo, o cirurgião ortopedista geralmente está mais habituado a casos de deformidade como escoliose, enquanto o neurocirurgião possui maior experiência em cirurgia da coluna para descompressão nervosa, que são os casos com maior indicação de cirurgia devido a dor intensa que muitas vezes interfere diretamente na rotina do paciente e pode ser incapacitante.

Nos casos em que há persistência da dor após os tratamentos convencionais ou piora do quadro com sinais de perda de força, sensibilidade, dormência, formigamento, desequilíbrio, dificuldade de locomoção ou outras disfunções incapacitantes, pode ser o momento de pensar em fazer uma cirurgia na coluna.

Conheça as doenças da coluna que podem demandar cirurgia

Os casos mais comuns de cirurgia da coluna estão ligados à compressão nervosa, quando o orifício de passagem do nervo sofre estreitamento (estenose) ou quando há deslizamento de vértebras e estrangulamento neural (espondilólise). Contudo, a cirurgia também pode ser indicada para o tratamento de outras doenças da coluna como hérnia de disco, lordose ou bico de papagaio. Um neurocirurgião costuma ser indicado quando o médico que atendeu o paciente não tem especialidade em cirurgia ou não está acostumado a operar compressões medulares.

ilustração de detalhe da coluna com compressão nervosa por estreitamentoUm claro exemplo de compressão nervosa é a estenose vertebral, quando há estreitamento do canal por onde passa a medula, podendo haver o bloqueio das transmissões nervosas ocasionando dormência, formigamento, desequilíbrio, perda de sensibilidade e força nos membros superiores ou inferiores. A estenose pode causar ainda dor irradiada, afetando a cabeça e membros superiores (quando o problema é cervical) ou irradiação para a pelve e membros inferiores (quando a compressão é lombar).

 

ilustração de trecho da coluna em que a osteofitose forma uma espécie de bico de papagaio na colun devido a calcificação do ossoOsteofitose: o popular “bico de papagaio” surge em decorrência do desgaste do disco intervertebral, que leva o organismo a calcificar as cartilagens para preencher o espaço entre as vértebras na tentativa de proteger e estabilizar a coluna. As dores são causadas em virtude da pressão exercida pelo osteófito sobre nervos e músculos. Na maioria dos casos fisioterapia e reeducação postural ajudam a construção de uma estrutura corporal mais forte, flexível e alinhada. No entanto, o processo é irreversível e progressivo, se não houver tratamento uma cirurgia pode ser necessária.

 

porção da coluna representada por ilustração mostra a quebra por espondilolise e o escorregamento por espondilolisteseEspondilólise: Espondilólise é uma fratura por estresse nas facetas que conectam as vértebras na parte posterior da coluna, se não for tratada adequadamente pode evoluir para espondilolistese, uma complicação caracterizada pelo deslizamento da vértebra superior sobre a inferior. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser indicados para aliviar a dor. em casos de agravamento do escorregamento e aumento da dor mesmo apos adoção de tratamentos convencionais, podem ser indicados procedimentos ambulatoriais ou cirúrgicos. Nos casos de dormência ou perda de força e dor irradiada para os membros inferiores pode ser necessário realizar o bloqueio cirúrgico para alívio da dor.

 

Protusão discal: outra consequência do desgaste do disco intervertebral é a formação de um abaulamento causado pelo enfraquecimento do anel fibroso que envolve o disco e que acaba cedendo. A dilatação da cartilagem forma uma protuberância que pode pressionar os ligamentos e raízes nervosas, causando dor. A protrusão discal é, na verdade, um estágio anterior da hérnia de disco, quando o anel fibroso ainda não se rompeu. Fisioterapia para o equilíbrio muscular e correção da postura costumam resolver o problema. Nos casos mais graves em que a dor irradia para os membros inferiores ou são relatados formigamento, dormência e enfraquecimento nas pernas, a hipótese de cirurgia pode ser cogitada.

 

ilustração de porção da coluna mostrando nervo comprimido por hernia de discoHérnia de Disco: quando os discos intervertebrais começam a apresentar desgaste em decorrência do envelhecimento e da realização de movimentos repetitivos ao longo do tempo, o paciente pode sentir dores devido ao atrito entre as vértebras e falta de amortecimento da coluna quando pisa no chão, esse desgaste natural recebe o nome de hérnia de disco. a hernia de disco geralmente pode ser resolvida com tratamentos convencionais como fisioterapia, mas sem acompanhamento o problema pode evoluir para a extrusão do disco intervertebral, já em estágio avançado de degeneração. O núcleo pulposo migra de sua posição normal no centro do disco para a periferia, levando à compressão das raízes nervosas e caracterizando a hérnia de disco. nesses casos pode ser necessária cirurgia. contudo, a cirurgia de hernia de disco pode ser feita por via endoscópica, deixando uma cicatriz mínima e reduzindo consideravelmente o tempo de recuperação.

A cirurgia na coluna irá resolver meu problema?

A coluna é o principal ponto de apoio e sustentação do esqueleto e responsável pela comunicação entre o cérebro e todas as demais estruturas do corpo através da transmissão de sinais nervosos que coordenam o tato e todos os movimentos. Essas características exigem da espinha dorsal uma estrutura rígida e ao mesmo tempo flexível, que apesar de forte manifesta singular fragilidade quando um mínimo dano ou má formação pode ser tão prejudicial à rotina quanto difícil de corrigir. Embora os problemas e dores da coluna sejam de difícil tratamento e possam levar anos para serem estabilizados com tratamentos convencionais, não há garantia de que uma cirurgia resolva plenamente a questão. Por isso, ates de fazer uma cirurgia o ideal é esgotar todas as alternativas de tratamentos convencionais primeiro.

A cirurgia é o tratamento para coluna mais indicado?

A necessidade e viabilidade de uma cirurgia da coluna será avaliada em consulta presencial pelo médico especialista em coluna. Nos casos de compressão nervosa o tratamento para coluna mais indicado costuma ser a cirurgia com neurocirurgião devido a sua especialização na estrutura e funcionamento do sistema nervoso central e periférico.

Na consulta presencial o médico que cuida da coluna irá avaliar a fluidez dos movimentos e a localização dos focos de dor. Para um diagnóstico preciso o médico irá solicitar exames de imagem para identificar a origem da dor e a melhor visualização das estruturas internas. Com os exames em mãos o neurocirurgião poderá definir se é possível a realização de uma cirurgia minimamente invasiva de rápida recuperação e definir um tratamento personalizado, que poderá incluir desde a simples retirada de uma hérnia de disco até a utilização de prótese para correção de um escorregamento de vértebra.
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foto 3x4 do neurocirurgiao rodrigo mafaldo

Dr. Rodrigo Cadore Mafaldo
CRM: 30475  RQE: 25595

Realizou residência médica em neurocirurgia no Hospital Santa Monica, GO.
Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva do Crânio pela Universidade de Ohio nos Estados Unidos da América.
Estudou Técnicas Avançadas de Neurocirurgia na Universidade de Tübingen na Alemanha

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