A Neurocirurgia Pediátrica é uma vertente da neurocirurgia que trata especificamente de doenças neurológicas em crianças e recém-nascidos. A anatomia de uma criança é bastante diferente em relação à de um adulto, exigindo que o médico tenha conhecimentos específicos para realizar os tratamentos.

A grande maioria das doenças tratadas pela neurocirurgia pediátrica é congênita, ou seja, que surgem durante a gestação ou no primeiro mês de vida do bebê.

Hidrocefalia em Crianças:

hidrocefalia na crianca 2A doença tratada em maior número pela neurocirurgia pediátrica é a hidrocefalia, uma condição de saúde caracterizada pelo acúmulo excessivo do líquido cefalorraquidiano (LCR) no crânio. O LCR é um fluído cerebrospinal que atua como uma proteção da medula e do sistema nervoso central, percorrendo vasos no crânio e na espinha, para depois ser absorvido pelo sistema sanguíneo.

Na hidrocefalia, o LCR é impedido de percorrer o seu percurso natural devido a uma obstrução nos caminhos de drenagem do líquido. Com isso, o LCR não é absorvido e acaba estagnado na região do crânio, criando uma pressão no cérebro, o que pode causar diversos efeitos neurológicos como dores de cabeça e vômitos.

A principal característica da hidrocefalia é o crescimento anormal do crânio por conta da pressão que o LCR cria contra a estrutura óssea da cabeça.

Um dos tratamentos para a hidrocefalia é o processo de drenagem mecânica do líquido, denominado Derivação Ventrículo-Peritoneal. Essa técnica desvia o fluxo da substância para outra região do corpo, onde ele deverá ser absorvido naturalmente.

Existe, também, a técnica da neurocirurgia pediátrica chamada de terceiro ventriculostomia, procedimento minimamente invasivo que pretende criar uma comunicação entre os compartimentos cerebrais, facilitando a drenagem do líquido sem necessidade de um cateter permanente no interior do cérebro.

Craniossinostose:

Outra doença comum e tratável pela neurocirurgia pediátrica é a craniossinostose. Trata-se de um distúrbio que provoca o fechamento precoce das junções ósseas do crânio que, normalmente, permanecem abertas durante os primeiros meses de vida do bebê, de modo a facilitar o crescimento natural do cérebro.

Quanto mais jovem for a criança, maiores serão as chances de sucesso no tratamento com neurocirurgia pediátrica, pois ela ainda possuirá ossos macios e flexíveis, o que facilita o procedimento.


Dr. Gustavo Rassier Isolan
CRM: 28493 RQE: 16501

Possui graduação em Medicina pela Universidade Católica de Pelotas (1998), mestrado em Princípios da Cirurgia pela Faculdade Evangélica do Paraná (Defesa de tese em Gliomas – 2003) e doutorado em Medicina (Defesa de tese em Gliomas – Clínica Cirúrgica) pela Universidade Federal do Paraná (2005).

 

 


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Dr. Rodrigo Cadore Mafaldo
CRM: 30475  RQE: 25595

Realizou residência médica em neurocirurgia no Hospital Santa Monica, GO.
Fellowship Minimally Invasive Cranial Surgery, em Ohio State University, USA.
Advanced Technics Young Neurosurgeon – Tübingen University Germany.