O que é uma dor crônica?

A dor é considerada crônica quando dura mais de três meses ou persiste por mais de um mês após ter sua causa tratada. Inicialmente, o tratamento da dor pode ser feito por exercícios, aquecimento local, massagem, fisioterapia e acupuntura. Em outra instância, podem ser administrados analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares, antidepressivos e opioides. Caso necessário, existem opções como tratamentos minimamente invasivos como radiofrequência, bloqueios, infiltrações, bombas de medicação e neuroestimuladores.

mulher com as maos nas costas por cima e a esquerda por baixo atingindo coluyna pela cintura. onde ela toda existem pontos vermelhos simulando dor ou ponto da lesao

 

Quais as causas da dor crônica?

A dor crônica é causada por lesão ou disfunção do sistema nervoso em decorrência de uma ativação anormal da via da dor devido à hipersensibilidade dos mecanismos de percepção e inibição da dor. Essa hipersensibilidade é provocada pelo envio repetido de sinais de dor, que acabam gerando alterações eletroquímicas e favorecendo a sensação desagradável.

As alterações eletroquímicas são derivadas, na maioria das vezes, de lesões em tecidos ósseos, musculares ou ligamentares que, após um período de incômodo, deixam os nervos mais frágeis e propícios à dor – ainda que a origem seja solucionada.

Outros exemplos de dor crônica são a hérnia de disco e a enxaqueca. Tanto uma quanto a outra evoluem por tempo suficiente para produzir tais alterações químicas. O profundo impacto na qualidade de vida gerado pela dor crônica requer o acompanhamento de um médico especialista em dor. Para tanto, hoje existe a especialidade chamada medicina da dor.

Criada em 2011, por resolução do CFM, a medicina da dor é um campo relativamente novo. Na verdade, as clínicas da dor existem desde meados da década de 70, entretanto, ao longo dos anos, além das especialidades de anestesiologia e neurologia; os fisiatras, reumatologistas, ortopedistas, acupunturistas e neurocirurgiões, também passaram a ser reconhecidos pelo CFM como médicos especialistas em dor.

Qual é o médico especialista em dor crônica?

Os médicos neurologista e neurocirurgião são, comumente, responsáveis pelos tratamentos relacionados à dor crônica, uma vez que, em sua grande maioria, esta sensação está ligada a condições nervosas. Na consulta presencial são avaliadas as condições físicas e histórico clínico do paciente, podendo também ser solicitado a realização de exames, de modo a identificar as origens da dor.

Como é o tratamento da dor crônica?

O alívio da dor crônica pode incluir tratamento não medicamentoso, passando por analgésicos e opioides, e ir até tratamentos minimamente invasivos como radiofrequência, bloqueios, infiltrações, bombas de medicação e neuroestimuladores. O tratamento mais adequado depende de avaliação médica presencial, assim como, das condições físicas e histórico clínico do paciente. Quando a abordagem convencional apresenta pouca resposta, pode ser interessante cogitar um tratamento intervencionista.

O que é tratamento intervencionista da dor?

O tratamento intervencionista da dor tem objetivo claro de alívio imediato da dor. Isso ocorre, primeiramente, pelo diagnóstico do local exato da dor e com a ajuda de testes guiados por imagem. Uma das características positivas desse tratamento, é a diminuição do uso de opióides e outros medicamentos que podem causar efeitos adversos. Além de reduzir custos e problemas de dependência química.

Radiofrequência para tratamento da dor crônica:

A radiofrequência costuma ser usada como uma fonte controlada de calor regulado com propósito de coagular, destruir, lesionar ou reprogramar nervos e estruturas. Com isso, é possível reverter as alterações eletroquímicas que os tornaram hipersensíveis ou até mesmo bloquear a transmissão da sensação de dor para o cérebro. Sua aplicação é simples e tranquila, sob anestesia local e realizada com o paciente acordado. Bloqueios anestésicos também são utilizados como teste para confirmar a origem da dor e escolha correta do nervo.

A radiofrequência é aplicada através de um eletrodo posicionado com a ajuda de raio-X. O desgaste das articulações facetárias da coluna, casos de dor cervical ou dor lombar, por artrose e dor articular sacroilíaca, são problemas que costumam ser tratados com essa técnica.

Bloqueios e infiltrações:

Bloqueios e infiltrações podem ser utilizados para impedir o envio dos sinais de dor ao cérebro ao aplicar medicações e substâncias anestésicas diretamente no foco do problema. A técnica possibilita uma resposta mais eficaz, duradoura e com doses menores do que as utilizadas por via oral. Além de tratamento, estes procedimentos também podem ser utilizados na investigação da dor, sendo realizados com anestesia local e sem necessidade de internação.

Bombas de medicação:

As bombas de medicação atuam de forma semelhante às infiltrações, sendo posicionadas sob a pele para distribuir doses programadas eletronicamente. Essa tecnologia, assim como os neuroestimuladores, costuma ser adotada em casos de dores crônicas intensas, lesões duradouras ou em pacientes já operados e com quadro de dor persistente.

Neuroestimuladores:

Os neuroestimuladores, por sua vez, funcionam de forma semelhante à radiofrequência, sendo implantados cirurgicamente para transmitir impulsos elétricos de bloqueio à dor. Assim como as bombas de medicação, os neuroestimuladores podem ser reprogramados quanto a intnsidade e tipos de estímulo de acordo com os sintomas do paciente sem a necessidade de uma nova cirurgia.

A dor pode ter fundo psicológico?

Circunstâncias comuns de dor crônica de fundo psicológico costumam ser a necessidade de provar constantemente que está enfermo para obter cuidados médicos, cobertura do seguro ou dispensa do trabalho, o que pode reforçar a percepção da dor. A preocupação constante de amigos e familiares que leva sempre a uma resposta positiva do paciente quando questionado sobre sua dor e até mesmo distúrbios psicológicos como transtorno e ansiedade podem provocar ou serem agravados pela dor crônica, tornando muitas vezes difícil diferenciar entre causa e efeito.

Contudo, esses são fatores inconscientes, que não estão ligados a um eventual exagero para obter benefícios particulares, quando diagnosticados que podem demandar ajuda de um psiquiatra ou psicólogo para um tratamento interdisciplinar da dor crônica.

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Dr. Rodrigo Cadore Mafaldo
CRM: 30475  RQE: 25595

Realizou residência médica em neurocirurgia no Hospital Santa Monica, GO.
Fellowship Minimally Invasive Cranial Surgery, em Ohio State University, USA.
Advanced Technics Young Neurosurgeon – Tübingen University Germany