O que é tumor de hipófise?

A hipófise é uma glândula localizada na base do crânio, responsável pela produção de diversos hormônios. Por isso, apesar de ter o tamanho de uma ervilha, atua de maneira indireta no funcionamento de vários órgãos do corpo humano.

A hipófise pode ser divida em duas partes distintas: a neuro-hipófise, que regula os níveis de água do sangue e estimula as contrações de uma mulher quando está em trabalho de parto; e a adeno-hipófise que produz seis hormônios diferentes, entre eles o Tireoideotrófico, que regula as funções da tireoide, e a Somatotrofina, que promove o crescimento do organismo.

Existem vários tipos de Tumor de Hipófise, sendo eles em sua maioria benignos. Os mais frequentes são os adenomas, formações benignas de tecido glandular provocadas por mutações isoladas de células hipofisiárias normais. Em alguns casos, essas mutações podem ser transmitidas hereditariamente.

O tumor na região da hipófise possui dois picos de incidência, uma na infância e outra na vida adulta tardia. O craniofaringeoma, um dos mais comuns, se origina dos restos embrionários das células que deram origem à glândula e se apresenta como um tumor congênito, presente desde o nascimento. Entretanto, pode se desenvolver lentamente até a idade adulta, sem que o organismo apresente sintomas.

Ainda que em sua grande maioria os casos de tumor de hipófise sejam benignos, a formação pode aderir às estruturas neuronais ao seu redor, impossibilitanto sua retirada cirúrgica completa.

Quais os sintomas do tumor de hipófise?

Os tumores de hipófise apresentam sintomas quando atingem amplitude do seu diâmetro, provocando a compressão das estruturas vizinhas que, por sua vez, pode causar dores de cabeça ou perda parcial da visão. No que se refere às alterações hormonais causadas pelo tumor de hipófise, as manifestações são variadas, dependendo do tipo de hormônio que o tumor produz.

Anomalias na hipófise podem causar outros problemas como o excesso na produção da somatotrofina, hormônio do crescimento, pode levar  ao gigantismo, tal qual, a falta do mesmo pode causar nanismo no indivíduo. O excesso da prolactina pode provocar irregularidades na menstruação, ou mesmo produção de leite nas mamas em mulheres que não estejam no período de gestação, ou, por vezes, na fase de puerpério, pós-parto.

Qual o diagnóstico de tumor de hipófise?

Geralmente, no diagnóstico do tumor de hipófise, os sintomas iniciais mais evidentes são hormonais. Posteriormente, deverão ser solicitados exames hormonais e uma criteriosa avaliação com um endocrinologista.

Exames de imagem, como tomografia do crânio e ressonância magnética do encéfalo, são usados para concluir o diagnóstico, fornecendo a localização exata da lesão.

 

Qual é o tratamento de tumor de hipófise?

Conforme o tipo de lesão e o seu comportamento hormonal, pode-se optar por diferentes tratamentos.

Tratamento Clínico: O tratamento clínico de lesões de hipófise pode ser realizado conforme o perfil hormonal do paciente e a resposta às medicações.

Tratamento Cirúrgico: É realizado em situações em que as lesões hipofisárias não respondem bem ao tratamento clínico e nas situações de lesões grandes com compressão das estruturas vizinhas.

Tratamento Radioterápico: É realizado, usualmente, após o tratamento cirúrgico para diminuir as chances de recidiva (retorno da lesão) nas cirurgias, onde não é possível a retirada total das lesões.

 


foto 3x4 do neurocirurgiao rodrigo mafaldo

Dr. Rodrigo Cadore Mafaldo
CRM: 30475  RQE: 25595

Realizou residência médica em neurocirurgia no Hospital Santa Monica, GO.
Fellowship Minimally Invasive Cranial Surgery, em Ohio State University, USA.
Advanced Technics Young Neurosurgeon – Tübingen University Germany

 

 


Dr. Gustavo Rassier Isolan
CRM: 28493 RQE: 16501

Possui graduação em Medicina pela Universidade Católica de Pelotas (1998), mestrado em Princípios da Cirurgia pela Faculdade Evangélica do Paraná (Defesa de tese em Gliomas – 2003) e doutorado em Medicina (Defesa de tese em Gliomas – Clínica Cirúrgica) pela Universidade Federal do Paraná (2005).